FINADOS - Por que lembramos dos que foram?
- culturalagenda2022
- 2 de nov. de 2022
- 2 min de leitura
Por: Álisson Flor

Esta data é comemorada não só no Brasil, mas também no mundo ocidental.
Dia 02 de Novembro é a data na qual as pessoas que perderam algum ente querido reservam o dia em memória daquele que partiu, e em muitos os casos, visitam o túmulo donde há o jazido.
HISTÓRIA DO RESPEITO AOS MORTOS
A prática do rito em memória da alma de um falecido é antiga e independe de qualquer religião, já que temos diversos relatos, documentos e até peças históricas de práticas antigas relacionadas a isto. Um bom exemplo são as múmias egípcias, do Peru pré-colonial, China antiga dentre outros. Comumente os familiares ou servos (em caso de alguma figura de posição política ou religiosa privilegiada) realizavam ritos de preparação do corpo como uma forma de perpetuar a matéria daquilo que comportou o espírito da pessoa. Em alguns casos como no Egito antigo, fazia-se isto na intenção de preservar o corpo para quando o espírito retornasse a ele num futuro.
Jesus Cristo também passou por um processo que dizia respeito à tradição judaica. Seu corpo foi limpo e preparado com perfumes, mesmo que às pressas, pois já minguava o Sábado e chegava o Domingo, e para os judeus, o Domingo não era um dia de se fazer trabalhos. Era comum também que na arquitetura do túmulo, houvesse uma abertura logo acima da pedra onde o corpo era depositado, pois se acreditava que o espírito da pessoa permanecia ainda por um dia antes que pudesse se desprender e ir em viagem ao campo celeste.
Na América Central, como por exemplo, no México, no dia 02 as pessoas festejam este dia, pois acreditam que lembrar com alegria do espírito do ente querido, faz com que seu espírito se perpetue. É chamado de “Día de los muertos”, e os cemitérios e jazigos se enchem de flores, velas e comidas como oferenda e agradecimento.
A data 02 de Novembro foi sugerida no ano de 992 pelo abade Odilon de Cluny (962-1049)no período conhecido como Baixa Idade Média, Século X. Já era uma prática na abadia do Santo Odilon reservar esta data em alusão aos mortes de sua abadia, pois resgatava um dos elementos principais da cosmovisão católica: a de que boa parte das almas se encontram no purgatório, e por isto mereciam ser rogadas.
Em Juazeiro do Norte, milhares de romeiros que vem de diversas cidades e estados do Brasil, se encontram para visitarem o túmulo de um parente, ou então para visitar os túmulos do Padre Cícero (1844-1934), da Joana Tertuliana, conhecida como Beata Mocinha e também ao local donde se encontrava o túmulo da Beata Maria de Arajújo, que foi violado 13 anos após sua morte, em 1914.
Visitar os túmulos e acender velas em memória de um parente que falecera há pouco ou muito tempo é uma prática que mantém viva a fé daqueles que seguem tradições cristãs ou não, porém que faz com que as pessoas pratiquem sua gratidão àqueles que fizeram história enquanto vivos.
Quer saber quem foi a Beata Maria de Araújo? Fizemos uma nota sobre ela: https://www.youtube.com/watch?v=52mPt9Di-Kg&list=PL6oIwvtWy1YAKPnlJUl2omLUuv5yss2Xt&index=2
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